Navegar sozinho no mar,
sob a luz do sol,
não significa abandono,
tristeza ou desamparo.
Às vezes é o contrário
e quem segue assim
não está perdido
está guiado.
Há uma força silenciosa
que orienta a vida,
mesmo quando
não se vê o porto.
É nessa hora
na solidão
que se percebe melhor
a presença de algo maior.
E assim o navegante avança
não sozinho,
mas acompanhado por aquilo
que conduz os destinos invisíveis.









