sexta-feira, 11 de março de 2011

Concrecoisa Luz e Cor

A Concrecoisa Luz e Cor, que poderia ser chamada de Luz é Cor (preferi o conectivo "e" no lugar do verbo ser), foi criada no último dia 9 de março a partir de uma foto que fiz no Carnaval de Salvador, quando estava clicando o amigo artista Luiz Caldas.
Luz e Cor é uma nova safra de Concrecoisa que surge em boa hora. As anteriores datam de 2005.
A foto, o colorido do fundo, representa a cor do Verão. É a cor da alegria, que é o Carnaval.
É também, mais do que qualquer coisa, a cor da vida, pois cor é luz e Concrecoisa é luz, é cor, é vida.
Nesta Concrecoisa, a luz fez-se imagem cromática do estandarte da alegria que é o espetáculo da vida em sua infinita paleta de cores.
As trevas, aqui, morreram por conta de luz da vida, luz de uma Bahia ressurgida no oásis da intensidade do fluxo luminoso de um canhão multicolorido feito à base de diodos emissores de luz.
É a alquimia que a Concrecoisa capta do nada, pois o nada é tudo quando queremos achar o tudo no nada.
Vou me calar e deixar a Concrecoisa falar por si mesma.
Mire-a, como quem pretende apenas uma coisa que não faz mal a ninguém: ser feliz.
Até a próxima sexta-feira. Vou colher os confetes, parecidos com a imagem de fundo, que foram lançados na colombina desaparecida num saudoso Carnaval reinventado no aqui e agora.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Concrecoisa Zigoto II

Se o homem mente, é porque ele é uma cópia perfeita do primeiro homem que mentiu.
Por ser cópia perfeita, as demais cópias têm a mesma genética da original: a mentira.
As cópias surgem via sêmen, esperma da desesperança real que é o homem. O homem melhor é esperança, uma invenção para fazer valer a existência.
O sêmen, então, mente!
É a realidade crua do ser que é humano.
Se o ser mente e o homem vem do sêmen, então ele é sêmen que mente, ou seja, é uma semente defeituosa.
Zigoto, uma célula reprodutora resultante da fusão de dois gametas de sexo oposto, é a concrecoisa que faz refletir.
Se um zigoto acaba sendo, depois de crescer, este bicho que mata, que não respeita o próximo, que não tem amor e é ruim por natureza, então este zigoto sintetiza o que foi gerado lá no antepassado, numa época em que a esperança agia como combustível para melhorar o que, para mim, não pode ser melhorado. É a dura realidade.
O erro é o sêmen. O erro é o zigoto original!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Concrecoisa Ponto

O ponto surge do encontro de duas retas, mas o ponto em si não tem definição.
Assim, a Concrecoisa Ponto não tem definição, pois definir o indefinível é erro crasso.
Aqui, propositalmente, o ponto é a situação dos encontros, quando lados planos e coloridos de áreas planas se encontram.
Na vida, o ponto (não estou definindo) seria, possivelmente, aquele instante em que algo determinante surge, como o primeiro amor, o ingresso na universidade, a formatura, o ganhar na loteria, dentre outras possibilidades. 
E são tantas e tantas possibilidades, pois a cada minuto um ponto novo pode surgir.
Ponto. Vejo-te como universo infinito e indefinido.
Ponto. Observo-te na intersecção de linhas, no encontro de pessoas ou cruzamento de qualquer coisa.
Concrecoisa é ponto.
Ponto é qualquer coisa em você.
Ponto, para mim, é a alegria de saber viver.
Até a próxima sexta-feira.
Vou ali no ponto de ônibus ver se o buzu já passou. Inté!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Concrecoisa Semáforo


A vida, penso eu, tem tudo a ver com o semáforo.
Vejamos se é ou não é o que imagino.
Ao nascer, o sinal verde diz: você ganhou a vida.
Todos ficam felizes, porém uma frase de minha autoria persegue a minha cuca. A frase é: quem nasce perde a vida!
É uma dura realidade que contradiz a felicidade do nascer. É também a projeção do futuro, quando todos vão para uma outra dimensão.
Depois do nascer, do siga, que é o sinal verde, vem o sinal amarelo, que é a atenção, que é o crescer.
Quem vive mais, cresce mais. É a dedução lógica e direta de cada realidade.
Por fim, no último estágio da vida, o semáforo manda você parar. É o sinal vermelho, que é o pare, que é o morrer.
Do verde ao vermelho tudo pode acontecer. Só morre quem nasce e nem sempre o crescer é duradouro.
A Concrecoisa Semáforo é o realismo duro e seco da vida, seja qual seja a vida.
Então, para descomplicar a cuca, o melhor é viver o aqui e agora, pois, neste instante, a vida lhe oferece as alegrias da coisa qualquer, da coisa escolhida e da concrecoisa misteriosa.
Um abraço, um beijo e um ramalhete e até a próxima sexta-feira!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Concrecoisa Inteira Metade

O tempo passa, mas o contar da hora se repete.
Nas inúmeras repetições do tempo que flui, o meio-dia sempre encontra a meia-noite, momento em que um é o outro.
Neste instante, quando dois acabam sendo um, os ponteiros se envolvem na inteira metade de cada parte.
Seria um amor tramado da máquina do tempo? Sei lá!!!!
Assim é a Concrecoisa Inteira Metade: a união das partes para formar o inteiro.
É meio-dia... É meia-noite... Os ponteiros dormem na mesma posição, mas em situações diferentes, pois dia é luz e noite é escuridão. Vida é luz, como os ponteiros juntos pela inteira metade.
A palavra meio, aqui, serve para completar as palavras dia e noite.
A palavra meio é a inteira metade das horas.
Hoje, como sempre, vale mais ver a concrecoisa do que ler o texto curto ou as milhões de frases que poderiam explicar qualquer concrecoisa.
Este texto é a metade da metade da metade da metade da força maior que têm as formas e as cores.
Cuide da sua inteira metade e seja feliz!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Concrecoisa Ploc


A palavra ploc sempre me soou bem. Gosto dela por ser uma onomatopéia vinda de outra língua.
Ploc, para mim, em certas circunstâncias, equivale a escutar um estrondo silencioso num texto qualquer.
Aqui, a Concrecoisa Ploc nos alerta para algo que se acumula. Por se acumular, acaba explodindo, como a bola de ar de um chiclete.
Nesta concrecoisa, esticamos, esticamos e esticamos... Porém, um dia, a fadiga chega à palavra e ploc!
Ploc não quer dizer fim definitivo de algo. Ploc é a parte que se transforma pelo excesso.
Uma bola de soprar será sempre uma bola de soprar, mesmo depois de explodir de tanto ar.
A vida também é assim. A vida é uma Concrecoisa Ploc.
Os problemas se acumulam e vão se esticando...
As mentes ficam cheias e o estresse chega velozmente.
Um dia, do aparente nada, quando milhares de problemas já sedimentaram na carne corroída pelo tempo: ploc!
De tanto esticar a palavra esticar ela estoura como se fosse alquém se libertando da opressão.
Ploc, nasceu mais uma criança.
Ploc, o jogador fez um gol.
Ploc, o orgasmo chegou.
Ploc, algo aconteceu!
Ploc, ploc, ploc...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Concrecoisa Não ao não

Dentro da série Sim, a concrecoisa Não ao não nos mostra que o Sim está em nós. Basta negar o não.
Não, não, não, não... tenha medo de dizer Sim.
Vejam que há um dégradé do não da imagem, propositalmente, como se estivéssemos amolecendo o coração de uma pessoa que é amarga e vive sempre de mal com a vida.
Ficar de bem seria, então, fazer a nossa parte para tornar o mundo melhor. 
É também dizer não ao não, quando o sim representa a plena felicidade!
Não tenha medo de dizer Sim.
Sim, tenha medo do não.
Tenha medo do não que representa o lado oposto do amor.
Sim, é o amor e nada mais que nos move.
Acelere neste sentimento, nesta rota e neste pensar e seja feliz agora e sempre. 
É isso que a concrecoisa sugere!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Concrecoisa Paz

Está é uma das primeiras concrecoisas.
A paz sempre está à frente de tudo, pois sem paz a derrocada d’alma ganha celeridade.
Infelizmente, por conta do capital simbólico que a própria palavra carrega, o nome paz passou a ser usado com outro viés por capitalistas demagogos espertos e virou uma inesgotável fonte geradora de riqueza.
Contraditoriamente, guerras acontecem com o propósito de chegar à paz. Uma farsa que ainda hoje soa como verdade!
Com sabedoria, John Lennon e Yoko Ono movimentaram uma geração de jovens pregando a paz (peace). Dê uma chance à paz! (Give peace a chance!).
Aqui, brincando com a sonoridade final de palavra paz, digo:

Paz
Traz Paz
Rapaz

A paz desejada depende de cada um e está no rapaz, que nesta concrecoisa representa o ser humano.
É possível conseguir a paz?
Tenho minhas dúvidas.
Torço que sim. Que a paz seja plena e mostre, finalmente, que a perfeição humana não é uma ilusão, mas uma possibilidade real.
Plante paz rapaz e colha tudo de bom que a vida traz.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Concrecoisa Labirinto

A vida é morada composta de grande número de situações, que, aqui e agora, nesta concrecoisa, chamo de labirinto.

No labirinto da vida, uma única entrada é assegurada: o nascimento. Porém, quem nasce perde a vida!

Ao nascer, infinidades de situações aparecem, a exemplo dos caminhos complicados da concrecoisa labirinto.

O nascer é um misto de alegria e sofrimento. É a porta de acesso ao labirinto. Lá na saída está a tão indesejada morte.

No labirinto da vida andamos com Deus, andamos sozinhos, andamos a pé, andamos com chuva, andamos com sol, andamos com alguém (ele ou ela) e andamos em busca de algo que é o desejo de todos: a plena felicidade.

Então, quando você estiver zanzando por aí, sem rumo certo e nos caminhos complicados do seu próprio labirinto, pense que você está se divertindo no labirinto da existência, mesmo quando aparece situação desesperadora.

Na vida, o complicado não é o labirinto já existente. Complicado mesmo é o caminho escolhido por cada um para descobrir e redescobrir os trilhos deste labirinto mutante que é o viver.

Nesta concrecoisa, o labirinto propositalmente apresenta uma única entrada e uma única saída.
Em outros labirintos, saídas laterais podem aparecer, ajudando a encontrar a plena felicidade. 

Será que o seu labirinto já tem esta saída complementar?

Se não tem, procure tê-la.

A saída paralela do seu labirinto é a chama que a vida proclama. 

Ande e sonhe. Lá na frente, depois daquela curva, estão as vielas das descobertas!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Concrecoisa Horizonte

Uma vez o meu filho Daniel Rasec me perguntou qual a coisa que a gente mais via no mundo. Como demorei em responder, ele disse: o céu meu pai!
Daniel deveria estar com 10 anos. Hoje ele tem 14.
O céu e a terra são os dois pontos centrais da Concrecoisa Horizonte.
São duas coisas que sempre estamos vendo.
O céu pode estar nublado, mas é o céu.
A terra pode estar coberta de asfalta, mas é a terra.
O céu pode estar escuro à noite, mas é o céu.
A terra pode estar semeada com grama, mas ali embaixo está a terra.
Racionalizando os dois campos, resulta-nos a linha do horizonte.
E é a linha do horizonte o ponto de fuga das inquietudes.
Contemplar a linha do horizonte, numa praia, no encontro da água do mar com o céu, é uma coisa maravilhosa.
É divino ver a linha do horizonte, ainda mais quando temos céu e terra em oposição.
Assim, se um dia você se pegar chateado com algo da vida, seja o que seja, respire fundo e olhe para o céu, contemple a terra e se veja na linha do horizonte.
É lá que está a sua verdadeira liberdade, o seu verdadeiro conforto espiritual, pois é na linha do horizonte onde Deus nos reserva o seu conforto de Pai!