sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Concrecoisa Fé

 


No pequeno vilarejo de Alvorada, vive dona Maria, mulher de fé incalculável. No amanhecer, sua voz doce ecoa, como um hino que abraça a aldeia, unindo todos em uma só prece. Nenhuma adversidade abala seu espírito, pois Maria, tal qual rocha imponente, se mantém firmemente ancorada na fé. Deus, para ela, é mais do que uma crença, é o oxigênio que impulsiona sua existência.

Nas noites mais frias, sua devoção aquece corações ao redor. Em suas preces, deposita todos os sonhos, medos e anseios, confiando ao Criador o destino de cada um. A desistência, para Maria, é desconhecida, a fé é sua arma, sua defesa, seu escudo. Mesmo com os joelhos ralados de tanto rezar, o brilho em seus olhos nunca se apaga.

Dona Maria é o testemunho vivo de uma fé inabalável, um exemplo de que, quando Deus habita o coração, a vida ganha um tom mais forte, mais vibrante. Ela nos ensina que a reza não é apenas um ato de fé, mas também um gesto de amor e esperança que reverbera na eternidade.


quinta-feira, 27 de julho de 2023

Concrecoisa Resistência moral

 


Era uma vez um pequeno grilo que desejava atravessar uma vasta floresta. Os outros insetos duvidavam dele, apontando para as inúmeras ameaças ao longo do caminho. "Você é pequeno e fraco, não aguentará a viagem", zombavam eles.

Inabalável, o grilo iniciou sua jornada. No caminho, uma mariposa tentou ludibriá-lo, prometendo um atalho seguro se ele desistisse de sua meta. Porém, o grilo sabia que só o caminho honesto o levaria ao seu destino.

A viagem foi longa e desafiadora. As chuvas eram pesadas, e as noites, frias. Mas o grilo persistiu, recusando-se a desviar de seu percurso, mesmo diante das adversidades. Cada dia era uma nova batalha, mas ele encarava com bravura.

Por fim, o grilo atingiu a outra extremidade da floresta, provando para todos que a resistência moral, aliada à constância, leva ao sucesso. Com isso, ensinou uma lição valiosa: a jornada pode ser longa e difícil, mas a honestidade e a persistência sempre prevalecem.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Concrecoisa Disse e não disse

O indivíduo vil, cuja personalidade é marcada pela falta de honestidade e consistência, usa a manipulação como sua ferramenta principal. Sua estratégia de comunicação é dizer uma coisa, porém, se sua fala gera reações negativas, ele se retrai rapidamente, negando ter proferido tais palavras. Esta é uma maneira de evitar responsabilidades, mostrando um comportamento covarde e inautêntico.

Por outro lado, se suas palavras resultam em repercussões positivas, ele se aproveita disso para inflamar sua vaidade. Nessa situação, o vil se agarra firmemente à sua afirmação, transformando-a em um feito heroico que lhe confere glória e admiração. A flutuação do seu discurso revela não apenas uma personalidade enganosa, mas também um caráter narcisista.

Esta pessoa se satisfaz ao manipular a percepção dos outros a seu favor, independente da verdade. Não se preocupa com a integridade de suas ações, mas apenas com a imagem que consegue projetar. Esta é a marca de um vil: uma busca implacável por validação externa, mesmo à custa de honestidade e verdade.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Concrecoisa Adiar

 


O tempo é ouro, foge,
No relógio não há choro,
Pois tudo derrete.

Em cada tic-tac, um presente,
Felicidade não tem data,
E não deve ser adiada.

Cada instante é dádiva,
No amanhã incerto,
Sonhar não basta.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Concrecoisa Todo tudo

 

I

Todo o mundo, outrora cheio de encanto e voz,
Hoje em silêncio profundo, de mudo rei faz alarde.
Tudo ao redor, sem som, como um vazio atroz,
Transforma-se em ecos de um passado covarde.

No vasto céu, estrelas perdem seu brilho intenso,
No espelho do lago, a lua reflete turva e dispersa,
A noite cai, e o manto do silêncio,
Encontra no mundo mudo sua vasta e amarga conversa.

II

Surdo ao clamor da noite, o dia em vão resiste,
Tudo tem o sabor da ausência, da saudade finita,
O mundo, todo emudecido, a solidão insiste,
E eu, na margem do silêncio, meu canto decifra e imita.

Surdo ao ruído do tempo, o mundo se faz vazio,
Tudo em mim ecoa como um longo e turvo suspiro,
Todo o amor que uma vez senti, hoje é frio,
No palco deste universo, eu, mudo, no meu silêncio, respiro.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Concrecoisa Tempo brincalhão


Tempo brincalhão,
Ri nas horas, dança ao vento,
Escorrega na mão.

Tempo brincalhão,
Nuvens correm, dias fogem,
Em teu carrossel vão.

Tempo brincalhão,
Esconde o ontem, surpreende,
Risos de estação.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Concrecoisa Sempre...

Em cada coração pulsa uma fé viva,

No horizonte, sempre, um novo dia.

Acreditar, constante e decisiva,

É a força que em nós desafia.


Olha a rosa que no deserto cresce,

Pela fé, e não por um acaso.

Quem sempre acredita, nunca perece,

O impossível é apenas um passo.


Crê no sol que rompe a escuridão,

Na chuva que a seca amaina.

Crê na força da própria paixão,

Na dor que ensina, na alegria que treina.


Acreditar é o vento que nos guia,

No mar da vida, é a eterna poesia.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Concrecoisa Desejo

 


Era uma vez a Solidão, que habitava as profundezas de uma caverna escura. Vivia sozinha, pois ninguém ousava chegar perto dela. Certo dia, um Sussurro veio da floresta e encontrou seu caminho até a caverna.

"Por que vives sozinha, Solidão?" perguntou o Sussurro.

"Porque ninguém se atreve a se aproximar de mim", respondeu a Solidão com um suspiro.

O Sussurro, ao contrário de todos, decidiu ficar. Ele disse: "Eu te manterei companhia. Nós podemos criar nossa própria sinfonia."

Naquele dia, a Solidão sentiu algo novo, um calor desconhecido, era o Coração batendo. O Coração, que se alimentava da conexão, brotou da união entre o Sussurro e a Solidão. Juntos, criaram uma sinfonia de sentimentos e emoções que ecoou pela caverna e alcançou os corações de todos aqueles que a ouviram.

A moral da história é que mesmo na solidão mais profunda, um simples sussurro de conexão pode despertar o calor do coração e trazer a luz da companhia.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Concrecoisa Faça e desista

 

Numa floresta verdejante, viviam Felisberto, o formigueiro, e Zé, o grilo. Felisberto sempre desejou ser como Zé, que podia saltar alturas incríveis, algo que ele, como formiga, jamais poderia.

Um dia, Felisberto achou um par de folhas que, amarradas nas costas, poderiam servir de "pernas saltitantes". Ele ficou entusiasmado com a ideia de finalmente poder saltar como Zé.

Mas seu plano não era tão perfeito quanto parecia. Na sua primeira tentativa, Felisberto caiu bem em cima de Zé, machucando-o gravemente. Felisberto ficou horrorizado com o resultado de seu desejo egoísta.

Com tristeza no coração, Felisberto desistiu do sonho de saltar, percebendo que seu desejo poderia prejudicar aqueles que amava. Ele aprendeu que, às vezes, desistir de algo que queremos pode ser a decisão mais sábia e gentil que podemos tomar.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Concrecoisa Aço e paz

 

Em uma floresta distante, a Coruja, o Condor e o Pombo Correio eram vizinhos. A Coruja, sempre sábia, vivia tranquila, apesar de sua dúvida constante sobre seu caminho. O Condor, com sua majestosa envergadura, buscava incessantemente pela grandeza, enquanto o Pombo Correio, sempre ocupado, corria de um lado para o outro entregando mensagens.

Certo dia, uma tempestade violenta atingiu a floresta. Enquanto o Pombo Correio se abrigou temeroso e o Condor lutou contra o vento, a Coruja, apesar de suas dúvidas, decidiu confiar em sua resiliência forjada como aço e ficou em seu galho.

A tempestade passou, deixando a floresta em paz novamente. O Pombo Correio, cansado, percebeu que a Coruja ainda estava em seu galho. O Condor, humildemente derrotado, voou até ela e perguntou: "Como você aguentou a tempestade com tanta tranquilidade?"

A Coruja olhou para eles e disse: "A dúvida pode ser desconfortável, mas a resiliência, como o aço, é forjada na adversidade. E com ela, vem a paz."

Desde aquele dia, o Pombo Correio parou de correr tanto, e o Condor aprendeu a apreciar a simplicidade, e ambos viveram com mais paz, seguindo o exemplo da sábia Coruja.