quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Concrecoisa Vencedor na derrota

 


Aquela pessoa vivia numa guerra pessoal.

Queria vencer, de qualquer modo, os desafios.

Queria vencer sem medir as consequências.

Certo dia, desistiu de tudo!

Jogou todos os objetos que tinha no lixo.

Apagou o passado.

Hasteou uma nova bandeira interior.

Era a bandeira do simples, de uma nova perspectiva.

E seguiu a vida.

Lá na frente, foi feliz.

O momento de derrota serviu para assegurar que seria vencedor.

O tempo mostrou, no seu modo de mostrar, sem pressa.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Concrecoisa Caos por dentro


O vírus da discórdia
foi implantado
com narrativas.

Colocaram
dentro do
sistema.

Ele se reproduziu
numa velocidade
inimaginável.

E o caos
foi gerado
com mais caos.

O serviço
foi concluído
em silêncio.

Quando tentaram
eliminar o vírus
era tarde.

E o lado de fora
estava completamente
contaminado.

E não restou mais nada!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Concrecoisa Tocando a vida

O filme de uma vida é feito com cenas do cotidiano.

Elas acontecem no dorso do tempo.

Sozinho, o ator, cada um de nós, enfrenta os dilemas dos infernos interiores e exteriores.

Os infernos interiores convivem com o paraíso tão sonhado.

Os infernos exteriores são repartidos com os infernos da sociedade, uma sociedade cada dia que passa mais destruída pelos donos, ou melhor, os representantes do poder.

Que triste fim, o filme que já vi!

E os atores, que também são os telespectadores, vão tocando a vida, até quando for possível.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Concrecoisa Água da felicidade

O mar estava tranquilo, vendo a Terra girar e o sol esquentar.

Certo dia, ele sentiu uma felicidade surgir do nada.

Ele quis saber o motivo.

Perguntou para o céu, que não soube responder.

Perguntou para a lua, que ficou em silêncio.

Perguntou para o ar, que respondeu num sopro.

– A felicidade sou eu, em movimento, lambendo a sua lâmina d'água, criando ondulações, que são cócegas de felicidade que te fazem sorrir.

O mar entendeu que não vive sozinho.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Concrecoisa Poeira no ar

 


A poeira

suspensa no ar

é que nem

uma pessoa

solta no mistério

da vida

num voo sutil

sem rota

e sem saber

aonde vai parar

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Concrecoisa 1984


Quem controla o passado, controla o futuro.

Quem controla o presente, controla o passado.

Determinando como as pessoas podem falar sobre as coisas, se determina como elas podem pensar sobre as coisas.

"1984", obra de George Orwell, é uma distopia visionária que mergulha no cenário de um regime totalitário. 

O livro apresenta um governo opressor, liderado pelo Grande Irmão, que exerce controle absoluto sobre a verdade e os pensamentos individuais. 

Winston Smith, o protagonista, trabalha no Ministério da Verdade, manipulando informações. 

Em um mundo onde o Partido controla tudo, Winston se vê em uma jornada de rebelião silenciosa. 

A obra explora temas como vigilância, repressão e a natureza da verdade, desenhando um futuro sombrio onde a liberdade é uma ilusão. 

Este clássico da literatura, visitado pela Concrecoisa, é um alerta atemporal sobre os perigos do poder absoluto e da manipulação da realidade.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Concrecoisa Número


No cotidiano
os números são essenciais
como um cenário urbano agitado
um hospital
uma sala de aula
pessoas utilizando smartphones
uma loja de comestíveis
e uma família planejando o orçamento. 

Os números estão integrados
profundamente
no tecido da vida diária
e na estrutura da sociedade.

Tudo é número.
E a concrecoisa sabe disso!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Concrecoisa Todas as crianças

 


O amigo José de Jesus Barreto deu o mote, em conversar que sempre alimenta o espírito libertário.

Assim surgiu a concrecoisa de hoje.

E eu digo:

Lágrimas

derramadas

por todas

as crianças.

E fora as 

narrativas

que usam

as crianças

com outros

interesses.

O recado está dado!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Concrecoisa Tempo de despertar


Era uma vez, em um mundo distante, dois objetos que possuíam características únicas: um Relógio de Parede, sempre pontual, que morava na Casa da Aurora, e uma Lâmpada Antiga, que residia na Casa do Ocaso.

O Relógio, orgulhoso de sua precisão, sempre despertava no exato momento em que o primeiro raio de sol tocava a terra. Ele se gabava de sua pontualidade e zombava da Lâmpada, que, segundo ele, sempre acordava tarde.

Por outro lado, a Lâmpada, sábia e calma, esperava pacientemente o cair da noite. Ela sabia que seu momento de brilhar era diferente do Relógio. "Cada um tem seu tempo", dizia ela, "e o meu é quando o sol se põe".

Os dias passavam, e o Relógio continuava a zombar da Lâmpada. Certo dia, um eclipse ocorreu. A terra mergulhou em uma escuridão inesperada. O Relógio, desorientado sem a luz do sol, parou de funcionar. Foi então que a Lâmpada brilhou com toda sua força, iluminando não só a casa, mas também o coração do Relógio.

Desde tentão, o Relógio aprendeu uma lição valiosa: cada ser tem seu próprio tempo para despertar, seja na aurora ou no ocaso. Ele percebeu que, assim como ele despertava ao nascer do sol, a Lâmpada tinha sua importância ao cair da noite.

E o Relógio nunca mais zombou da Lâmpada. Em vez disso, ele aprendeu a valorizar as diferenças e os momentos de cada um. E assim, a Casa da Aurora e a Casa do Ocaso se tornaram símbolos de harmonia e compreensão, lembrando a todos que o despertar acontece em cada um, no tempo certo.

Feliz Natal a todos que chegaram até aqui!