quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Concrecoisa Sabor e saudade


Tudo é saudade

Tudo é sabor

Aquele riso no circo

O suspiro emocionado no dia do primeiro beijo na boca

O choro de felicidade diante da conquista pessoal

O gostinho do mel na torrada

A comida bem temperada com uma pitada de sal na medida certa

O sabor inesquecível do primeiro sorvete de baunilha

Tudo é saudade

Tudo é sabor

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Concrecoisa Grana


Dinheiro na mão

no ar

no banco

no chão

e na contramão.


Felicidade anunciada

filosofia narrada

mas é só ilusão.


No entanto 

a grana

exerce o seu fascínio

em muitos

pois é

miragem que atrai.


"Ei, você aí Me dá um dinheiro aí Me dá um dinheiro aí" Diz a letra da marchinha de Carnaval de 1959. Composição dos irmãos Homero Ferreira, Glauco Ferreira e Ivan Ferreira.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Concrecoisa Janela do céu

Era criança

Brincava de abrir fronteiras e mundos

Cresceu inventando portas

Fechaduras

E chaves

Que abriam tudo

Um dia

Já adulto, mas sempre criança

Conseguiu abrir a janela do céu

E pulou na felicidade

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Concrecoisa Brilho da lealdade


Num sonho
uma voz me disse
que a lealdade
é um sol
e esse sol 
está na alma
e quanto 
mais ele brilha
menos sombra deixa
e é por isso que
a lealdade
faz a alma
brilhar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Concrecoisa Poder da distância


Tudo era distância,

era saudade,

era querer ficar pertinho.


Os pontos se uniram,

num encontro desejado

perto e longe se abraçaram.


Até nascer a divergência

para a proximidade

querer ganhar distância.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Concrecoisa Agora


Cada agora 

nasce passado, 

como uma chama 

que já se apaga 

no momento em que 

ilumina o tempo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Concrecoisa Lembrança no caminho


O tempo corre sem pressa, mas nunca perde uma corrida

Enquanto avançamos, ele nos rouba os dias, um a um

Deixa-nos apenas migalhas de memórias, dispersas pelo chão

Tudo o que éramos, ele transforma em ecos distantes

Os passos que damos hoje serão poeira amanhã

O tempo não espera, não retrocede, não perdoa

Ele vence, inevitável, enquanto seguimos como meros espectadores

E o que sobra é a lembrança, um sopro daquilo que passou

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Concrecoisa Sombranjo

 


A sombra me segue em silêncio,

confidente muda de cada passo,

abraço feito de ausência e luz.


Na solidão, ela é quem escuta,

os murmúrios de um coração vazio,

e dança comigo no compasso do vento.


Anjo sem asas, fiel companheira,

estende seus braços longos na estrada,

guardando meus passos com zelo invisível.


Não questiona, não julga, só está,

presença certa no dia ou na noite,

ecoando a alma que ninguém vê.


É ela que me lembra: não estou só,

mesmo na ausência do mundo à volta,

há sempre uma sombra que vela por mim.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Concrecoisa Às vezes

Às vezes, 

no compasso

 irregular do coração, 

a vida pulsa 

como um improviso

de luz e sombra, 

lembrando-nos 

que o imprevisível 

é sua essência