Fugir do tempo é correr sem fôlego, enquanto o instante se desfaz em poeira de eternidade.
Fugir do vento é velejar sem velas, buscando o horizonte que jamais se deixa tocar.
Fugir da razão é navegar sem mapas, perdido entre estrelas que tecem enigmas.
Fugir da fuga é aceitar o labirinto, pois cada curva só revela o mesmo chão de ontem.
No final das fugas, o ciclo fecha-se em um círculo imenso, desconhecido e incontrolado.
E tudo o que resta é a calma conformidade do que se repete, onde a ilusão de ser livre sucumbe ao inevitável, e o tempo, sempre mestre, sorri em sua prisão infinita.
fugir pra onde se esconde o nada
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