Zeniel era um pacato trabalhador urbano, desses que atravessam a cidade carregando sonhos discretos.
Todas as manhãs, saía de casa levando consigo a certeza de que a fé seria sua melhor companhia.
Conheceu dias tranquilos, mas também enfrentou tempestades que pareciam maiores do que suas forças.
Perdeu oportunidades, viu portas se fecharem e, algumas vezes, sentiu o peso da incerteza.
Ainda assim, jamais permitiu que as dificuldades abalassem aquilo em que acreditava.
Quando o caminho se tornava árduo, buscava na fé a coragem necessária para continuar.
E, pouco a pouco, descobriu que nenhum sofrimento permanece para sempre quando a esperança permanece acesa.
As dificuldades passaram, deixando cicatrizes, aprendizados e uma serenidade que o tempo não conseguiu apagar.
Zeniel viveu feliz não porque sua existência tenha sido livre de provações, mas porque nunca caminhou sem esperança.
No fim, compreendeu que quem ancora a vida na fé pode até enfrentar tempestades, mas dificilmente perde o rumo.

Fé em Deus e pé na taba. "A fé num costuma faiá", cantou o velho poeta. '
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