sexta-feira, 14 de março de 2014

Concrecoisa Fim Sem Fim



O outro que nós não somos é um enigma.

O outro que somos e desconhecemos é outro enigma.

O outro que conhecemos em nós, que é o eu de fato, também é um enigma e parece que foi desvendado.

Digo tudo isto para assegurar que o fim deste mistério é um fim sem fim.

O fim sem fim nos leva ao começo, não importa do que seja.

O fim da vida é um enigma começado.

O começo da vida humana é o fim das células reprodutivas originais de cada um, macho e fêmea, que se uniram.

O fim do dia é o começo de outro dia.

O fim sem fim é começo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Concrecoisa Impopção




A Concrecoisa Impopção é uma breve reflexão sobre a banalidade que toma conta do Brasil.

A enxurrada de futilidade em destaque nos meios de comunicação assusta.

E o fenômeno da celebridade (um modelo de banal da vez) está por toda a parte. O seu empoderamento aumenta quando tem jabá circulando pesado.

Nas redes sociais, a coisa do banal é amplificada na razão direta dos usuários catequizados pelo vírus besterol-te-pekus.

Do exposto, afirmei na minha página do Facebook que “o problema não é o banal, mas tê-lo como principal e excessivamente massificado”.

Daí surgiu a Concrecoisa Impopção. 

E a impopção da banalidade acaba topando no limite tênue entre a imposição (aspecto natural da coisa midiática) e a opção (a escolha de cada um).

Vale dizer que o circo, a coisa banal em si, sempre existiu na humanidade para compensar a luta árdua pelo pão de cada dia.

Aqui, porém, a tendência é que o circo do banal dure 24 horas por dia.

Peço licença. Tem muita “coisa importante” para ver no BBB e na televisão como um todo!    

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Concrecoisa Semelhança




O ventilador de Zé Bilu parece com o aparelho de ar condicionado de Seu Lorito.

A sopa de letrinha partidária do Brasil parece com o alfabeto da corrupção.

Neste Brasil, tudo é PA RE CI DO.

E se uma quadrilha não parecer com uma quadrilha?

Bem... Acho que Zé Bilu e Seu Lorito podem responder.

Eles moram onde as aparências enganam.

Jogaram barro grosso no ventilador de Zé Bilu.

São coisas da semelhança.

São coisas do Brasil!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Concrecoisa Deixar Para Trás



As pedras no caminho ficam no caminho.

E o caminho sem pedras não existe, pois nada é fácil.

Digo, assim, aqui, para ser breve com as palavras.

E as palavras são deixadas para trás.

Basta ver as primeiras três linhas e o título da concrecoisa.

As palavras são as vidas.

Deixar para trás é deixar empoeirar a vida e...

...idade,
tempo,
coisas,
pessoas,
sentimentos,
lugares,
momentos,
tristeza
e alegria.

Viver é deixar para trás.

Sempre deixar para trás, sempre deixar para trás, sempre deixar para trás...

A própria vida um dia ficará para trás.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Concrecoisa Prego



O prego é parte do sofrimento da humanidade.

O prego crucificou Jesus.

Mas o prego não tem a maldade em si.

O prego traz a maldade do ser humano.

Um ser que é “cabeça de prego” (não pensa quando deveria pensar).

Um ser que nasce fracassado no submundo que resolveu construir.

O submundo está aqui e em todo o lugar onde existe opressão.

E o prego carrega uma cumplicidade com a madeira.

Talvez seja o amor das coisas, o amor dos objetos que se completam.

Digo talvez porque o campo da dúvida é uma eterna perseguição.

Prego, madeira, ferro, cumplicidade e sofrimento.

Tudo passa na cruz da dor.