sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Concrecoisa Vox Populi



A voz do povo é a voz de Deus.
Vox populi, vox Dei.
A voz da justiça é a voz da consciência.
E quem é a consciência?
É o poder da grana de quem tem poder paralelo?
É o espírito livre do juiz ilibado?
É a vigilância dos meios de comunicação e dos jornalistas?
É a artimanha incrustada da corrupção nas tetas da Nação?
Não sei bem, sinceramente não sei responder.
O que sei, imagino, pressuponho, é que os tempos mudaram e a voz do povo circula nas redes sociais. Antes circulava nos muros públicos.
A Concrecoisa Vox Populi é uma homenagem ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão.

Bravo
Bravil
Barvosa

A letra vê, da vitória da vox populi, é o Brasil (Bravil) reescrito pelo ministro Barbosa (Barvosa).
Sou cético, quase sempre, e não acredito em mais nada, porém quando vejo um brasileiro de espírito livre, como o ministro Joaquim Barbosa, o meu ceticismo deixa um feixe de luz da esperança riscar as trevas da corrupção e da impunidade.
E a história que está sendo contada irá dizer quem é leviano.
A vox populi sabe quem é.
A vox Dei já sabe quem é.
Eu ainda não sei!
Se você souber quem é me diga em segredo para não sofrer injustamente.
Prometo não contar para ninguém.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Concrecoisa Sim no Não



O não pode ser um sim.
Para a afirmativa acima ser verdade, então, basta dar um não ao não.
Aí, na lógica das coisas mundanas, o não passa a ser um sim.
O sim já é um sim.
E o não já é um não.
E o não também pode ser um sim no não ao não!
A Concrecoisa Sim no Não é este jogo lógico.
É por isso que o ser desesperado implora ao senhor do não:

não
me
um
não

um
não
ao
não

Se ele obteve um sim direto, não sei. São outros quinhentos.
Ao menos este ser soube transitar por mundos paralelos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Concrecoisa Gente




A vida que temos é um presente.
Muitos não agradecem este presente superior.
É da vida o não agradecer.
Como a vida contempla o agradecer e o não agradecer, é da vida, também, o amor e o desamor.
O tema já foi batido e rebatido na mídia e em discussões filosóficas e narrativas literárias.
Virou algo perto do banal, mas nunca saiu de moda.
Encurtando o papo, a Concrecoisa Gente mergulha numa reflexão superficial sobre o amor e o seu existir.
São visões paralelas e complementares que se apresentam.
A imagem complementa o texto poético que diz:

Tem gente
Que vive
E não sabe
O que é amor

E se não sabe
O que é amor

Quem nasce
Não vive
Mas é gente

Parece existir contradição no que foi dito, mas não há contradição e, sim, constatação.
Viver sem amor não descarta e condição de ser gente.
Gente sem amor é gente, mesmo com um vazio estabelecido pela ausência de um sentimento tão denso.
Vou ali colher um pouco do amor semeado em tempos de cólera.
Ainda bem que a campina de muita gente é fértil.
Para quem secou a fonte do amor, uma saída é renascer gente novamente. É também mais uma chance de agradecer ao superior.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Concrecoisa Fui



Estamos indo, sempre indo, de um lugar para outro lugar ou para dentro de nós mesmos, que indica ser o mesmo lugar.
A concrecoisa que se apresenta poeticamente na vertical, com as cores definindo a pontuação do verso, é um fim sem fim.
Este fim sem fim é um andar liberto pelo labirinto que nos leva ao niilismo em formação.
Quando deslocamos monossilabicamente pela estrada que não tem fim, que é a concrecoisa em sua essência, estamos deslocando pelo espaço infinito, como fez o cosmonauta russo Iuri Gagarin, primeiro homem que zanzou pelo ar do além Terra.
O andarilho solitário da Concrecoisa Fui não é um louco.
Ele é a representação da inquietude marcante do devir.

Um dia eu fui
E
Ao ir
Fui só
Mas
Eu não sei bem se fui só 
Sei lá se fui 
Sei lá se não fui 
Só sei que ir tem um fim
Pois
Se ir não tem fim 
O fim não vem na luz que vai com o pôr do sol 
Ou
No som que vai ao sul
Já não sei mais se fui 
Já não sei mais se não fui
O fim vem sem eu ir 
Se fui ou não fui
Eis um fim sem fim 
Fui...

Antes de ir, pegue a identidade, um lenço e muita grana. Serão indispensáveis.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Concrecoisa Transformamor

A transformação do amor é tema da concrecoisa desta sexta-feira.
Serve para qualquer pessoa e em qualquer parte do planeta, pois amor é potência, traduzo-o em Nietzsche.
Os pedaços de um amor, quando dividido, encontram-se em outros pedaços de um outro amor dividido: os seus complementos.
É a trama de Cupido para tudo andar na trilha amorosa.

um
amor
partido
se
refaz
em
outro
AMOR

Mas nem sempre é assim.
Tem pedaço de amor que nunca encontrará outro pedaço, pois este pedaço é uma ilusão platônica e o outro pedaço tão desejado acaba sendo um vazio despercebido.
E os pedaços de amor andam por todos os cantos do mundo.
O amor que nunca foi dividido é a totalidade encarnada do amor.
Já o amor sempre dividido é a presença do desamor egoísta.
A grande verdade é que ninguém encontra uma parte do amor desejado por acaso.
É preciso estar preparado para o transformamor (transformar o pedaço do amor interior em parte inteira).
Como o desejo de só receber amor significa curto-circuito do ser, com diz a Cabala, a outra parte do amor em pedaço projeta unicamente angústia e sofrimento, que são máscaras do amor. Daí vem todas as insatisfações humanas.
Se ligue, o primeiro pedaço do amor só existe em quem tem amor para dar!