quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Concrecoisa Vozes da natureza


As vozes da natureza
Estão no ar.

Elas são caminhos
Para você se encontrar.

As vozes da natureza
Estão no infinito.

Elas são soluções
Para acabar conflitos.

As vozes da natureza
Estão chamando você!

 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Concrecoisa Goteiras


Nas paredes, o pranto da goteira,
Ecoa em lar sereno, em noite fria,
Destrói o sono, a paz, a harmonia,
Deixa um rastro de umidade e canseira.

Nas roupas, o sentir da umidade,
Que insiste em se esconder, mas sempre volta,
Marcando cada fibra, cada volta,
Num ciclo de tormenta e saudade.

Mas eis que surge, afável, o Verão,
Com seus raios de sol, brilho e calor,
Secando as lágrimas de cada chão.

Trazendo à vida nova cor e flor,
Dissipa as sombras, a escuridão,
E no lar renasce o frescor e o amor.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Concrecoisa Beijo ilimitado


No turbilhão da vida, em seu vértice voraz,
Onde o tempo é um rio, em seu fluxo fugaz,
Há um beijo ilimitado, um sopro de eternidade,
Onde tudo cessa, na doce imensidão da saudade.

É um beijo sem fronteiras, sem começo ou fim,
Uma viagem além dos lábios, um sonho sem tim-tim.
Um enlace de almas, em celeste comunhão,
Onde o infinito toca a terra, em pura paixão.

Neste beijo, as estrelas descem à nossa morada,
Os corações palpitam em uma dança alada.
É um beijo que sela destinos, que trança o amanhã,
Uma chama que arde, sem jamais dizer adeus.

Mas, em um súbito momento, ao beijar a lona, tudo finda,
Como um eclipse que encobre o sol, uma cortina que desce ainda.
Nesse instante de despedida, onde o infinito se encerra,
Permanece a lembrança desse beijo, uma pérola rara na terra.

Assim é o beijo ilimitado, uma promessa de eternos encontros,
Um ponto no horizonte, onde o amor desenha seus contornos.
É a chama que jamais se apaga, mesmo quando o fim parece chegar,
Pois no beijo ilimitado, até o fim é apenas um novo começar.


 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Concrecoisa Nunca, mesmo


Em uma pitoresca aldeia nas montanhas, Luna, uma talentosa tecelã, e seu irmão Sol, um habilidoso ferreiro, eram figuras centrais no Festival das Estações. 

Eles competiam anualmente pelo título de Melhor Artesão da Aldeia, alternando entre momentos de deslumbramento com o sucesso e aceitação graciosa do fracasso. 

Esta rivalidade fraternal era um destaque do festival, celebrando suas habilidades e espírito competitivo.

No entanto, um ano marcado por dificuldades mudou tudo. 

Uma praga afetou gravemente a aldeia, e em face dessa adversidade, Luna e Sol colocaram de lado seu costumeiro embate. 

Eles perceberam que a celebração não era um momento para deslumbramento com o sucesso individual, mas para união e apoio mútuo.

Juntos, criaram uma estátua simbolizando a força e resiliência da comunidade, uma obra que refletia a superação do pessimismo diante do fracasso coletivo.

Essa mudança de perspectiva transformou não apenas os irmãos, mas toda a aldeia. 

A estátua se tornou um lembrete perene de que, nos momentos de crise, o apoio e a colaboração são mais valiosos do que qualquer triunfo individual. 

Luna e Sol, através de sua união criativa, ensinaram a todos que o verdadeiro sucesso é a capacidade de transformar o pessimismo do fracasso em ações construtivas para o bem comum, promovendo a resiliência e a solidariedade comunitária.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Concrecoisa Amortecedores

Dores ecoam, vazias

Dores, dores, Dolores...

Nos amores, luz e guias

Amor e morte.

A morte!

A morte, cedo

AMORTECEDORES

Risos, bálsamos dos dias

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Concrecoisa Passará


O vento sopra
A chuva cai
A água passa

A noite chegou
A lua clareou
O dia nasceu

A maré chegará
O rio desaguará
E tudo passará

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Concrecoisa Destino


Numa floresta distante, três insetos viviam suas vidas de maneira distinta: uma borboleta colorida, uma formiga trabalhadora e um louva-a-deus contemplativo.

A borboleta, com suas asas vibrantes, sempre acreditou que poderia voar para longe de seu destino. Ela viajava de flor em flor, mudando de direção com o vento, acreditando que, com liberdade, poderia criar seu próprio caminho.

A formiga, por outro lado, sempre foi diligente e acreditava firmemente no destino. Todos os dias, ela seguia sua rotina, coletando alimentos e fortalecendo seu formigueiro. Ela entendia que cada formiga tinha um propósito e que, juntas, construíam seu destino coletivo.

O louva-a-deus, em sua sabedoria, passava os dias meditando sob as folhas, observando o mundo ao seu redor. Ele ouvia as conversas entre a borboleta e a formiga, refletindo sobre a natureza do destino.

Um dia, uma grande tempestade se aproximou da floresta. A borboleta, confiante em sua capacidade de escapar, voou alto tentando evitar a tempestade. A formiga, prevendo o perigo, reuniu suas companheiras e se refugiou no formigueiro. O louva-a-deus, por sua vez, permaneceu tranquilo sob sua folha, aceitando o que viria.

Após a tempestade, a floresta estava em desordem. A borboleta, infelizmente, foi levada pelo vento forte e encontrou-se perdida, longe de casa. A formiga e sua colônia, protegidas em seu formigueiro, estavam seguras e começaram a reconstrução. O louva-a-deus permaneceu em sua folha, ileso.

Ao refletir sobre os eventos, o louva-a-deus compartilhou sua sabedoria: "Por mais que tentemos, não podemos escapar do nosso destino. A borboleta acreditou que poderia voar para longe de seus problemas, mas o destino a alcançou. A formiga aceitou seu destino e trabalhou com ele, encontrando segurança na preparação. E eu, aceitei o que viria, sabendo que cada momento é parte de um plano maior".

E assim, na vastidão da floresta, os insetos aprenderam que, por mais que tentemos, o destino sempre encontrará seu caminho.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Concrecoisa Luz da esperança

No coração da criança que espera,
Há um brilho que nunca se desfaz.
É a luz da esperança que se esmera,
Guiando passos leves, sempre atrás.

Por entre sombras, noites e incertezas,
Essa chama jamais deixa de arder.
Ilumina sonhos, traz riquezas,
Fazendo todo medo desaparecer.

Mesmo quando o mundo lhe é adverso,
A esperança persiste, sem cessar.
Criança, com seu olhar imerso,
Vê o futuro que pode alcançar.

Que essa luz, em seu peito sempre dance,
Pois é ela que a vida lhe avance.


 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Concrecoisa Errocerto

Em uma floresta distante, três animais – uma raposa astuta, um corvo observador e um coelho sonhador – encontraram-se sob a sombra de uma árvore frondosa.

A raposa, com seu olhar perspicaz, disse: "Erro é tudo, pois é através dele que aprendemos as lições mais valiosas da vida". Ela recordou os inúmeros erros que cometeu ao tentar capturar presas, mas que a levaram a aperfeiçoar suas técnicas de caça.

O corvo, pousando em um galho mais alto, refletiu: "É verdade, mas o acerto é o desejo de todos nós. Sonhamos com o momento em que nossos esforços se concretizam". Ele lembrou-se das vezes que cantou a plenos pulmões, desejando ser ouvido por todos, mesmo errando algumas notas.

Já o coelho, com olhos brilhantes de esperança, acrescentou: "O erro é o caminho, mas o acerto é a realização de um sonho. E, mesmo que falhemos muitas vezes, o desejo de acertar nos impulsiona a seguir em frente".

Os três amigos, sob a luz dourada do pôr do sol, compreenderam que, na jornada da vida, os erros são inevitáveis, mas o desejo de acertar é o que nos move. E, assim, cada um seguiu seu caminho, mais sábio e determinado.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023