quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Concrecoisa Todas as crianças

 


O amigo José de Jesus Barreto deu o mote, em conversar que sempre alimenta o espírito libertário.

Assim surgiu a concrecoisa de hoje.

E eu digo:

Lágrimas

derramadas

por todas

as crianças.

E fora as 

narrativas

que usam

as crianças

com outros

interesses.

O recado está dado!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Concrecoisa Tempo de despertar


Era uma vez, em um mundo distante, dois objetos que possuíam características únicas: um Relógio de Parede, sempre pontual, que morava na Casa da Aurora, e uma Lâmpada Antiga, que residia na Casa do Ocaso.

O Relógio, orgulhoso de sua precisão, sempre despertava no exato momento em que o primeiro raio de sol tocava a terra. Ele se gabava de sua pontualidade e zombava da Lâmpada, que, segundo ele, sempre acordava tarde.

Por outro lado, a Lâmpada, sábia e calma, esperava pacientemente o cair da noite. Ela sabia que seu momento de brilhar era diferente do Relógio. "Cada um tem seu tempo", dizia ela, "e o meu é quando o sol se põe".

Os dias passavam, e o Relógio continuava a zombar da Lâmpada. Certo dia, um eclipse ocorreu. A terra mergulhou em uma escuridão inesperada. O Relógio, desorientado sem a luz do sol, parou de funcionar. Foi então que a Lâmpada brilhou com toda sua força, iluminando não só a casa, mas também o coração do Relógio.

Desde tentão, o Relógio aprendeu uma lição valiosa: cada ser tem seu próprio tempo para despertar, seja na aurora ou no ocaso. Ele percebeu que, assim como ele despertava ao nascer do sol, a Lâmpada tinha sua importância ao cair da noite.

E o Relógio nunca mais zombou da Lâmpada. Em vez disso, ele aprendeu a valorizar as diferenças e os momentos de cada um. E assim, a Casa da Aurora e a Casa do Ocaso se tornaram símbolos de harmonia e compreensão, lembrando a todos que o despertar acontece em cada um, no tempo certo.

Feliz Natal a todos que chegaram até aqui!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Concrecoisa Vozes da natureza


As vozes da natureza
Estão no ar.

Elas são caminhos
Para você se encontrar.

As vozes da natureza
Estão no infinito.

Elas são soluções
Para acabar conflitos.

As vozes da natureza
Estão chamando você!

 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Concrecoisa Goteiras


Nas paredes, o pranto da goteira,
Ecoa em lar sereno, em noite fria,
Destrói o sono, a paz, a harmonia,
Deixa um rastro de umidade e canseira.

Nas roupas, o sentir da umidade,
Que insiste em se esconder, mas sempre volta,
Marcando cada fibra, cada volta,
Num ciclo de tormenta e saudade.

Mas eis que surge, afável, o Verão,
Com seus raios de sol, brilho e calor,
Secando as lágrimas de cada chão.

Trazendo à vida nova cor e flor,
Dissipa as sombras, a escuridão,
E no lar renasce o frescor e o amor.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Concrecoisa Beijo ilimitado


No turbilhão da vida, em seu vértice voraz,
Onde o tempo é um rio, em seu fluxo fugaz,
Há um beijo ilimitado, um sopro de eternidade,
Onde tudo cessa, na doce imensidão da saudade.

É um beijo sem fronteiras, sem começo ou fim,
Uma viagem além dos lábios, um sonho sem tim-tim.
Um enlace de almas, em celeste comunhão,
Onde o infinito toca a terra, em pura paixão.

Neste beijo, as estrelas descem à nossa morada,
Os corações palpitam em uma dança alada.
É um beijo que sela destinos, que trança o amanhã,
Uma chama que arde, sem jamais dizer adeus.

Mas, em um súbito momento, ao beijar a lona, tudo finda,
Como um eclipse que encobre o sol, uma cortina que desce ainda.
Nesse instante de despedida, onde o infinito se encerra,
Permanece a lembrança desse beijo, uma pérola rara na terra.

Assim é o beijo ilimitado, uma promessa de eternos encontros,
Um ponto no horizonte, onde o amor desenha seus contornos.
É a chama que jamais se apaga, mesmo quando o fim parece chegar,
Pois no beijo ilimitado, até o fim é apenas um novo começar.


 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Concrecoisa Nunca, mesmo


Em uma pitoresca aldeia nas montanhas, Luna, uma talentosa tecelã, e seu irmão Sol, um habilidoso ferreiro, eram figuras centrais no Festival das Estações. 

Eles competiam anualmente pelo título de Melhor Artesão da Aldeia, alternando entre momentos de deslumbramento com o sucesso e aceitação graciosa do fracasso. 

Esta rivalidade fraternal era um destaque do festival, celebrando suas habilidades e espírito competitivo.

No entanto, um ano marcado por dificuldades mudou tudo. 

Uma praga afetou gravemente a aldeia, e em face dessa adversidade, Luna e Sol colocaram de lado seu costumeiro embate. 

Eles perceberam que a celebração não era um momento para deslumbramento com o sucesso individual, mas para união e apoio mútuo.

Juntos, criaram uma estátua simbolizando a força e resiliência da comunidade, uma obra que refletia a superação do pessimismo diante do fracasso coletivo.

Essa mudança de perspectiva transformou não apenas os irmãos, mas toda a aldeia. 

A estátua se tornou um lembrete perene de que, nos momentos de crise, o apoio e a colaboração são mais valiosos do que qualquer triunfo individual. 

Luna e Sol, através de sua união criativa, ensinaram a todos que o verdadeiro sucesso é a capacidade de transformar o pessimismo do fracasso em ações construtivas para o bem comum, promovendo a resiliência e a solidariedade comunitária.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Concrecoisa Amortecedores

Dores ecoam, vazias

Dores, dores, Dolores...

Nos amores, luz e guias

Amor e morte.

A morte!

A morte, cedo

AMORTECEDORES

Risos, bálsamos dos dias

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Concrecoisa Passará


O vento sopra
A chuva cai
A água passa

A noite chegou
A lua clareou
O dia nasceu

A maré chegará
O rio desaguará
E tudo passará

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Concrecoisa Destino


Numa floresta distante, três insetos viviam suas vidas de maneira distinta: uma borboleta colorida, uma formiga trabalhadora e um louva-a-deus contemplativo.

A borboleta, com suas asas vibrantes, sempre acreditou que poderia voar para longe de seu destino. Ela viajava de flor em flor, mudando de direção com o vento, acreditando que, com liberdade, poderia criar seu próprio caminho.

A formiga, por outro lado, sempre foi diligente e acreditava firmemente no destino. Todos os dias, ela seguia sua rotina, coletando alimentos e fortalecendo seu formigueiro. Ela entendia que cada formiga tinha um propósito e que, juntas, construíam seu destino coletivo.

O louva-a-deus, em sua sabedoria, passava os dias meditando sob as folhas, observando o mundo ao seu redor. Ele ouvia as conversas entre a borboleta e a formiga, refletindo sobre a natureza do destino.

Um dia, uma grande tempestade se aproximou da floresta. A borboleta, confiante em sua capacidade de escapar, voou alto tentando evitar a tempestade. A formiga, prevendo o perigo, reuniu suas companheiras e se refugiou no formigueiro. O louva-a-deus, por sua vez, permaneceu tranquilo sob sua folha, aceitando o que viria.

Após a tempestade, a floresta estava em desordem. A borboleta, infelizmente, foi levada pelo vento forte e encontrou-se perdida, longe de casa. A formiga e sua colônia, protegidas em seu formigueiro, estavam seguras e começaram a reconstrução. O louva-a-deus permaneceu em sua folha, ileso.

Ao refletir sobre os eventos, o louva-a-deus compartilhou sua sabedoria: "Por mais que tentemos, não podemos escapar do nosso destino. A borboleta acreditou que poderia voar para longe de seus problemas, mas o destino a alcançou. A formiga aceitou seu destino e trabalhou com ele, encontrando segurança na preparação. E eu, aceitei o que viria, sabendo que cada momento é parte de um plano maior".

E assim, na vastidão da floresta, os insetos aprenderam que, por mais que tentemos, o destino sempre encontrará seu caminho.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Concrecoisa Luz da esperança

No coração da criança que espera,
Há um brilho que nunca se desfaz.
É a luz da esperança que se esmera,
Guiando passos leves, sempre atrás.

Por entre sombras, noites e incertezas,
Essa chama jamais deixa de arder.
Ilumina sonhos, traz riquezas,
Fazendo todo medo desaparecer.

Mesmo quando o mundo lhe é adverso,
A esperança persiste, sem cessar.
Criança, com seu olhar imerso,
Vê o futuro que pode alcançar.

Que essa luz, em seu peito sempre dance,
Pois é ela que a vida lhe avance.