O ser humano deseja apropriar-se da eternidade.
Mas a verdade inescapável é que a eternidade não nos pertence.
Somos passageiros de uma existência efêmera, enquanto o tempo segue seu curso indiferente à nossa vontade.
O tempo não nos consulta sobre sua duração, nem sobre a maneira como desenrola sua trama.
Ele era antes de nós e será depois.
É o guardião dos dias, o fiador das eras.
Tudo o que nos cerca é consumido por sua passagem.
É por isso que somos instantes, fagulhas breves no imenso fluxo do tempo.
Se não podemos possuir a eternidade, podemos ao menos respeitá-la.
Podemos aceitar que nossa grandeza não está em perdurar, mas em viver com intensidade o tempo que nos é concedido.
A eternidade pertence ao tempo, mas a plenitude do instante nos pertence.
O que fazemos com ele é o que nos torna significativos, ainda que momentâneos.
Pois não é o tempo que deve ser vencido, mas o vazio de uma vida sem sentido.
a eternidade não habita em nós. somos ciscos ao tempo.
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