sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Concrecoisa Quem Quer



Querer é poder.

Quem quer alguma coisa tem que lutar para conquistar essa coisa, seja o que seja.

Só não vale usar caminhos tortuosos.

Não vale fazer como muitos, que atingem o objetivo final não importando como.

Estou fora desta lógica.

Quem quer o que seja, lute com ética.

E que seja feliz.

A caminhada ética é longa.

Só o fato de ser ético é uma vitória.

Boa sorte!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Concrecoisa Terros




O erro está em todo o lugar.

Nós já nascemos com o erro no DNA.

O ser humano não deveria carregar a maldade dentro de si: um erro nefasto.

Outros erros existem. 

Não vou enumerá-los.

São infinitos, creio.

Erros temos.

Temos erros.

A vida é feita por erros e acertos.

Os erros vencem.

Eles são os grandes campeões durante a vida.
Terros representa a genética do erro que resistirá a tudo.

Deus errou ao fazer o homem errado, com maldade e infinitos outros erros.

O erro vem de Deus.

Se o erro vem de Deus, o erro seria um acerto, então.

E Deus erra?!

Não quero errar nas deduções e inquietações que caem durante esta escrita.

Olha, vou ficando por aqui!

‘Xega di erá!’

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Concrecoisa Legitimar



O poeta Dumé vivia feliz no anonimato.

Seus poemas eram dos mais belos. 

Lírica das líricas modernas em explosão de sentimento.

Do mundo material, a rua era o seu palácio, a sua morada.

Um dia perguntaram quantos livros ele tinha publicado.

Ele disse que nenhum e falou ainda que guardava os poemas na cabeça, todos decorados.

Outra pessoa perguntou, certa feita, se algum de seus poemas chegou a ser declamado por outra pessoa ou se já tinha sido estudado ou virado canção.

Ele disse que não e que a alegria era o anonimato, não fazendo questão de notoriedade, pois era poeta, nada mais do que poeta.

O tempo passou...

Certa dia, viu o seu nome estampado num jornal de grande circulação nacional.

Achou engraçado.

A manchete era “Poeta Dumé é legitimado”.

Depois de ler quase cem vezes a manchete, se embolou numa crise de riso no chão sujo de sua casa pública: um viaduto.

Desde então, Dumé considerou qualquer tipo de legitimação uma piada.

Descontente, foi morar sozinho, imensamente feliz, numa gruta em Igatu.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Concrecoisa Agir



 
A violência tomou conta de Salvador.

A violência tomou conta da Bahia.

A violência tomou conta do Brasil.

Crimes, crimes, crimes...

Roubos, roubos, roubos...

Agressões, agressões, agressões...

O noticiário mostra todo dia que a violência venceu.
   
Os governos precisam agir.

A sociedade precisa agir.

O cidadão precisa agir.

A violência virou uma epidemia.

Não sei onde vamos parar.

Quem é que vai reagir por nós?

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Concrecoisa Tempestade



Chove muito em Salvador.

Adoro a chuva e o frio casado com ela.

Estou analisando para a minha tese em Letras o livro de Jorge Mautner “Deus da chuva e da morte”.

Já biografei Jorge Mautner no livro “Jorge Mautner em Movimento” e acompanho a sua produção artística.

As coisas estão em sincronicidade, cada vez mais. 

Já disse aqui nas minhas concrecoisas que “chuva é o choro da vida”.

Hoje, quinta-feira, dia 31 de julho de 2014, dia que crio a concrecoisa para entrar no ar na sexta-feira, a chuva caia forte na velha Cidade da Bahia.

Entre gotas e gotas, gotejou em mim a frase “pingo de chuva, tempestade da solidão”.

Afoguei-me nesse pingo poético.

Fui em busca de uma imagem para aguar tudo.

Encontrei na belíssima escultura de Nazar Bilyk a imagem perfeita.

O site da foto (não encontrei o nome do autor, infelizmente) é http://www.fubiz.net/2013/01/06/rain-sculpting/

Já disse o que tinha que dizer.