quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Concrecoisa Ancorado na fé


Zeniel era um pacato trabalhador urbano, desses que atravessam a cidade carregando sonhos discretos.

Todas as manhãs, saía de casa levando consigo a certeza de que a fé seria sua melhor companhia.

Conheceu dias tranquilos, mas também enfrentou tempestades que pareciam maiores do que suas forças.

Perdeu oportunidades, viu portas se fecharem e, algumas vezes, sentiu o peso da incerteza.

Ainda assim, jamais permitiu que as dificuldades abalassem aquilo em que acreditava.

Quando o caminho se tornava árduo, buscava na fé a coragem necessária para continuar.

E, pouco a pouco, descobriu que nenhum sofrimento permanece para sempre quando a esperança permanece acesa.

As dificuldades passaram, deixando cicatrizes, aprendizados e uma serenidade que o tempo não conseguiu apagar.

Zeniel viveu feliz não porque sua existência tenha sido livre de provações, mas porque nunca caminhou sem esperança.

No fim, compreendeu que quem ancora a vida na fé pode até enfrentar tempestades, mas dificilmente perde o rumo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Concrecoisa Duro na queda


O segredo para não ser derrubado

não está em fugir dos ventos,

mas em saber onde firmar os pés.

Quem conhece o chão que pisa

pode até balançar com as tempestades,

mas dificilmente será levado por elas.

Assim vale para tudo!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Concrecoisa Dica


Amar, sempre amar, mesmo quando o mundo endurece.

Pois o amor é a coragem que não precisa ferir.

É a luz que permanece quando a esperança vacila.

Quem ama não vence o outro: vence a própria escuridão.

O amor não apaga a dor, mas impede que ela nos governe.

Não desfaz as perdas, mas devolve sentido ao caminho.

Amar é reconhecer no outro algo de nós mesmos.

É salvar, em cada gesto, a humanidade que ainda nos resta.

Quando tudo parecer perdido, que o amor seja a última escolha.

Porque, no fim, amar talvez seja a única forma de nos salvar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Concrecoisa Areia


Grão, monte ou castelo, 
tudo o que é de areia
volta à sua natureza
quando passam 
o vento e a chuva. 

Assim é a vida: 
depois da tristeza, 
a felicidade reencontra
sua forma.