sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Concrecoisa Escadaria

A escadaria serviu de assento.

O corpo cansado não suportou a dor do tempo.

Era preciso dar uma trégua à peregrinação.

Ao sentar, riu da vida que levava.

Era um riso de prazer.

Era um riso de grito, de esperança, de silêncio!

Sim, riso de silêncio interior.

Também era um riso de criança em corpo de velho.

Não era um riso de mentiroso, tinha esta convicção.

Mentiroso ao estilo dos ídolos em crepúsculo.

Era um riso que vinha da própria escada.

Ser e escada: síntese em unidade.

Uma escada que ria.


A escadaria.

2 comentários:

  1. Olhe nós por aqui César... Valeu pela força!

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  2. Obrigado também Roberto. A concrecoisa sobe a escada do reconhecimento.

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